__Todos, todas as camadas que cobrem. As cores, os laços, os gostos, a disciplina, as texturas, os gráficos, os humores, os sabores, as essências, o som, tudo tão à flor da pele. Fez-se de várias camadas, que cobriam a alma, que insistiam em sobrepor a calma, em colorir a vida, em forjar a tranquilidade, em curar a dor, em adoçar o amargo.
__Mais uma vez se enchia de palavras, sem saber o real motivo; mais uma vez tinha gostos estranhos, sem saber se desejava de verdade; mais uma vez ria, sem querer saber o porquê; mais uma vez se espreguiçava, sem saber se esperava ou se esperavam; mais uma vez se via de outro ângulo, conhecia suas camadas, suas calmarias e suas explosões.
__Passava de um samba para um folk, do folk para um rock anos 80 e para um anos 60, daí para um blues e uma pitada de brega, excêntrico. Passou de uma dose de vinagre de arroz em embalagem de saquê para um brigadeiro (com manteiga sem sal), passa.
__E quando pára, pensa nas novidades que foram ditas, assusta-se! Pensa no que disse, assusta-se mais ainda! Pensa no que virá da mesma cidade ou do outro lado do oceano, sente um frio na barriga, veste-se com uma camada de “nem notei” e segue em frente.
__Tempos de sustos, de visitas inesperadas (de longe e de perto), de falas abruptas, de sorrisos agradáveis, de abraços doces, de vontades inquietas, de vazio, de correria e reconhecimentos, de preguiça e alegria, de saudades superadas, de sons estranhos, de boas notícias, de novos-velhos amigos, de encontros do presente e desencontros do passado. Tempo de afeto, sem penicilina.
__Mais uma vez se enchia de palavras, sem saber o real motivo; mais uma vez tinha gostos estranhos, sem saber se desejava de verdade; mais uma vez ria, sem querer saber o porquê; mais uma vez se espreguiçava, sem saber se esperava ou se esperavam; mais uma vez se via de outro ângulo, conhecia suas camadas, suas calmarias e suas explosões.
__Passava de um samba para um folk, do folk para um rock anos 80 e para um anos 60, daí para um blues e uma pitada de brega, excêntrico. Passou de uma dose de vinagre de arroz em embalagem de saquê para um brigadeiro (com manteiga sem sal), passa.
__E quando pára, pensa nas novidades que foram ditas, assusta-se! Pensa no que disse, assusta-se mais ainda! Pensa no que virá da mesma cidade ou do outro lado do oceano, sente um frio na barriga, veste-se com uma camada de “nem notei” e segue em frente.
__Tempos de sustos, de visitas inesperadas (de longe e de perto), de falas abruptas, de sorrisos agradáveis, de abraços doces, de vontades inquietas, de vazio, de correria e reconhecimentos, de preguiça e alegria, de saudades superadas, de sons estranhos, de boas notícias, de novos-velhos amigos, de encontros do presente e desencontros do passado. Tempo de afeto, sem penicilina.
"Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora, vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara (tão rara)"
A "Paciência" do Zeca e do Lenine
